:: a concha em seu ouvido trazendo o barulho do mar ::

Este espaço foi criado com o intuito de mostrar tudo aquilo que se passa na cabeça de alguém. E esse alguém pode ser tu. Um espaço com pensamentos, frases, sentimentos e tudo aquilo que tá presente na vida de cada um de nós. A busca incessante do equilíbrio. Um espaço onde podemos anteceder suspiros e adiantar desesperos. Ou não.
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:: Sexta-feira, Março 11, 2005 ::

De quando o amor me entortou

Ontem você me pediu que escrevesse para você, que descrevesse você, que imprimisse você e mostrasse você ao mundo. E eu te disse, e você lembra bem que eu te disse porque eu sempre lhe disse, que tudo que eu escrevo, tudo que eu falo, tudo que eu cheiro, tudo que eu como, tudo que eu bebo, tudo que eu rio, tudo que eu choro, tudo que eu escuto, tudo que eu vejo, tudo que eu morro, tudo que eu caio, tudo que eu cuspo, tudo que eu toco, tudo que eu mordo, tudo que eu esqueço, tudo que eu finjo, tudo que eu debocho, tudo que eu tudo é para você e, mais do que para você, tudo é você. Inclusive eu. Mesmo assim continuo escrevendo você e descrevendo você e imprimindo você e mostrando você apesar de não ser preciso porque eu sou muito mais você do que sou a mim mesmo. É, sou piegas, sou piegas mesmo, piegas assumido e declarado porque acho que amor sem pieguice é confraternização de fim de ano em empresa de consultoria, amor sem pieguice é sonho sem piano ao fundo, amor sem pieguice é criança sem sorriso, amor sem pieguice é balão que esvazia no canto da sala após a festa, amor sem pieguice é mergulho de cabeça em piscina rasa. Ontem você me pediu que escrevesse para você, e aqui estou eu, repetindo e repetindo e repetindo coisas e sons e palavras e imagens, porque não me canso de repetir nada se for para você, não me canso de dizer nada se for para você, não me canso de olhar nada nem de sorrir nada nem de sonhar nada, se tudo for para você. E tem gente que diz que eu repito muito muitas coisas, que eu repito muito muitos versos, que na verdade não são versos porque não é poesia o que eu faço, porque poesia é você e o que escrevo são apenas escritos que me levam a você em noites chuvosas dentro do meu estômago que dói. Pois aí está você. Aqui está você. Porque você é essa repetição boa e permanente dentro de mim, essa lembrança permanente dentro de mim, essa sensação permanente dentro de mim que me diz que nada, nem ninguém, nem coisa nenhuma pode fazer com que você não seja mais nós. Espero que tenha gostado.


Por André Gonçalves - Cabeza Marginal


:: 8:11 PM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
:: Quinta-feira, Março 10, 2005 ::

New song!!!

A música que tu tá ouvindo é "Better Together", do novo álbum do Jack Johnson "In Between Dreams".

A capa é essa.




:: 3:27 PM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
:: Quarta-feira, Março 09, 2005 ::

Mar: 1. grande extensão de água salgada que cobre a maior parte do coração; 2. estrada ondulada pintada de verde ou azul; 3. galáxia que eventualmente goteja através dos olhos; 4. medicamento homeopático utilizado para cura de males não corpóreos; 5. um dos membros de uma família de sete; 6. país onde nascem as pérolas; 7. beirada do mundo; 8. constelação de peixes; 9. ser assexuado que vive a lamber corpos e que, quando muito irritado, costuma engoli-los vivos; 10. tábua onde o vento brinca de fazer renda; 11. cômodo que mais valoriza um apartamento novo; 12. conteúdo das conchas; 13. o outro nome do silêncio; 14. grande corporação internacional que fabrica náufragos; 15. espelho utilizado pelo céu em dia de festa; 16. independente da cor, a cor dos olhos de quem é objeto de amor; 17. terra natal de Jacques Costeau; 18. amigo traiçoeiro que separa e une enquanto sorri; 19. adeus que vai e vem; 20. lugar para onde corre o rio formado pelas dores do mundo; 21. o namorado da lua; 22. monarquia absolutista comandada por Netuno; 23. causa da existência da bacalhoada; (Ex.: "O mar é salgado, amor meu, porque houve um dia, muito longe, em que eu ainda não tinha encontrado você. E a vida, ah que vida?, escorria,seca, pelo meu rosto."¿. - in Coisas de Amor Largadas na Noite, E. Almeida)

Por André Gonçalves


:: 8:36 PM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
:: Terça-feira, Março 08, 2005 ::




:: 1:49 PM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________

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